Fim 1
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Silêncio coletivo
Luana desce do ônibus e segue andando como se nada tivesse acontecido. Não conta para a família, nem para as amigas, nem para ninguém no trabalho. As pessoas no ponto comentam do trânsito, do calor, do preço das coisas. O assédio desaparece na conversa comum.
No mapa da cidade, nada muda. Nenhuma estatística registra o que ela sentiu naquele trajeto. Mas, no corpo de Luana, uma nova fronteira invisível é desenhada.
