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Vídeo publicado
Na calçada, ainda tremendo, Luana abre a câmera do celular. Grava um vídeo curto, descrevendo o que aconteceu no ônibus: o olhar insistente, o riso, a falta de reação de quem poderia ajudar. Marca o nome da linha, o horário, o trajeto.
Publica o vídeo. Em poucos minutos, começam a chegar reações: algumas mulheres contam histórias parecidas, outras aconselham que ela procure a polícia. Há também comentários culpabilizando-a – “por que você não desceu antes?”, “devia era agradecer a atenção”.
Ela pensa na violência que continua nas redes, transformando o espaço virtual em extensão da mesma rua hostil.
Diante disso, Luana decide:
